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Devemos ou não comer coisas com glúten?

15.08.2018 0

Cada vez mais existem pessoas que deixam de comprar e consumir comida sem glúten – mas nem todas têm necessidade em seguir esse tipo de dieta.

Não obstante a falta de clareza científica, a alimentação sem glúten parece ter chegado para ficar, quer seja moda para alguns ou necessidade para outros.

A questão é, o Glúten deve ser evitado na nossa alimentação ou não?

As pessoas adeptas da alimentação sem glúten estão a tomar a decisão certa?

Existem opiniões contrárias de médicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde, alguns defendendo o consumo do glúten e outros defendendo a eliminação do mesmo na alimentação. Enquanto isso, parte da confusão pode ser esclarecida e é o que vamos tentar fazer com este artigo.

Para poder falar sobre este assunto é preciso saber primeiro o que é o Glúten e entender melhor como ele funciona no nosso organismo.

O glúten é a principal proteína presente nos grãos de trigo, aveia, centeio e cevada, além do malte (subproduto da cevada).

Esta substância possui diferentes finalidades na produção dos alimentos. No processo de fermentação do pão, por exemplo, o glúten contido na farinha de trigo é o responsável pela permanência dos gases no interior da massa, fazendo com que o pão aumente de volume e não diminua após arrefecer.

Ele faz mal?
O Glúten é extremamente prejudicial para pessoas que sofrem da doença celíaca, pois provoca uma reação imunitária que danifica o intestino delgado e impede a absorção de nutrientes.

Uma pessoa com doença celíaca ao comer glúten poderá ter sintomas como: dores de estômago, inchaço, azia, dores nas articulações, dor de cabeça, erupções cutâneas, fadigam, insónia e confusão mental, entre outros.

Existe no entanto o que se pode chamar de Sensibilidade ao glúten o pode levar a sintomas semelhantes à doença celíaca, como dores de estômago, diarreia e distensão abdominal. Mas, ao contrário da doença celíaca, a sensibilidade não danifica o intestino.

O glúten não faz mal a pessoas sem doença celíaca ou com algum tipo de sensibilidade ao Glúten, pois não sofrem as reacções químicas que danificam o intestino. Há alguns relatos de pessoas que se sentem com distensão abdominal ao consumir grande quantidade de alimentos ricos em glúten, mas esse sintoma não tem nada a ver especificamente com essa proteína.

Glúten e Emagrecimento

Na realidade existe um número crescente de celebridades e adeptos da boa forma física que afirmam ter emagrecido por retirarem o glúten da sua alimentação. Porém, o fato é que não há estudos que comprovem a relação entre a ausência de glúten e o emagrecimento. Mas ainda assim, o assunto é controverso entre especialistas.

Nas pessoas saudáveis, o problema não é que a substância em si engorde, mas sim o fato da mesma estar presente nos maiores vilões do emagrecimento, como os produtos à base de farinha branca. Então, ao “eliminar o glúten” acaba-se por eliminar todos esses alimentos indiretamente, o que pode sim promover o emagrecimento na maioria das vezes. Mas cuidado, isso nem sempre é verdade: por exemplo, não adianta trocar um biscoito com farinha de trigo (com glúten) por um com farinha de arroz (sem glúten) e consumir em grande quantidade. O importante é uma alimentação equilibrada.

Em resumo

Vantagens da Dieta sem Glúten

Esta dieta só deve ser seguida por pessoas portadoras da doença celíaca, na qual há uma intolerância do organismo em relação ao glúten, o que pode ocasionar lesões na parede intestinal que pode resultar em deficiência na absorção de nutrientes.

Desvantagens da Dieta sem Glúten

Não existem evidências científicas que comprovem que a exclusão dessa proteína por pessoas que não possuam a intolerância ao glúten favorecerá o emagrecimento.