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Exercício no tratamento da dor

21.05.2020 0

A dor musculosquelética é um problema que afeta 33% dos adultos e 40% da população mundial e tende a aumentar com a idade, aumentando as incapacidades funcionais. Sendo este também um problema para muitos atletas, 2 a cada 100 (International Organization for the Study of Pain, 2010).

Em 2017 foi publicado no Journal PLoS One uma revisão que procurou resumir a evidência científica até esse mesmo ano, sobre quais os tratamentos mais eficazes para a dor nas costas, cervical, zona lombar, ombro, joelho ou em várias zonas do corpo em simultâneo.

Concluíram que as práticas mais eficazes no tratamento da dor, na maioria dos casos, integram por ordem de eficácia:

  1. exercício físico (sob forma de movimento, não esquecer as particularidades de cada pessoa);
  2. intervenções psicossociais, no que concerne à melhoria da dor e função.;
  3. Medicação como melhor redutor da dor mas a curto prazo e tendo em conta dos seus efeitos adversos.
  4. Terapia manual, que pela diversidade dos estudos e aplicada por si só, não se consegue concluir de forma exata a sua eficácia, mas apresentava resultados positivos em alguns casos, e tem sido uma prática crescente nos dias de hoje e cada vez melhor colocada como meio interventivo no que diz respeito à dor.
  5. Cirurgia surge em 5 lugar, tendo em conta o seu custo benefício devemos estar atentos a outras soluções mais conservadoras.
  6. “Educação” da dor (Terapia cognitivo-comportamental) surge a seguir mas por si só não se consegue perceber qual o efeito desta variável, em conjunto com outro tratamento parece potenciar melhores resultados.

Interessante que a revista JOSPT em 2012 publicou umas linhas orientadoras (Clinical Practice Guidelines Linked to the International Classification of Functioning, Disability, and Health from the Orthopaedic Section of the American Physical Therapy Association), e estas referem que a melhor forma de atuar é um conjunto de tratamentos, isto é, aplicar a Educação da dor, em conjunto com Terapia Manual e os Exercícios Ativos!

Com isto, percebemos que a prática de exercício físico cada vez mais tem uma presença forte como co-adjuvante terapêutico ou terapêutica, em grande parte dos casos de dor (e não só dor) mas acima de tudo como prevenção!

A nossa recomendação é que se mantenha ativo e positivo!

Bons treinos!