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prevencao de lesoes na corrida

Prevenção de Lesões na corrida

Um dos exercícios de eleição da maioria dos praticantes desportivos é a corrida, sendo que quando se fala em actividade física, a actividade predileta é a caminhada. Podendo variar, na intensidade e duração, a verdade é que correr continua a ser a opção  de treino primordial de muitas pessoas, quer seja apenas, como exercício de activação cardiovascular (progredindo de forma ajustada), ou seja como componente essencial/fundamental do treino, ou mesmo incluída como componente final de treino (mais numa vertente de jogging). Se for o seu caso, vamos hoje procurar partilhar algumas estratégias que possa implementar no seu treino de corrida. Correr ou caminhar não são simplesmente passadas, e podem ter muitas implicações negativas para a nossa saúde articular e muscular. Por isso, é necessário haver um planeamento específico e personalizado para iniciar esta prática. Se somos alguém que se está a preparar para uma primeira corrida, temos que ser realistas e avaliar sinceramente o estado em que nos encontramos , estabelecer um objectivo base e a partir daí começar a trabalhar para ele. Sem qualquer duvida que para nos preparamos para a corrida, sem termos qualquer base de treino ou preparação, passa inevitavelmente por um inicio com caminhadas e gradualmente introdução de pequenos períodos de corrida ao longo do tempo e sempre que nos formos sentindo bem e cada vez mais conscientes da nossa capacidade de forma a evoluirmos de forma sustentada e sem qualquer percalço. Usando sempre a caminhada ou corrida como suporte, existem assim, vários fatores que podem potenciar a ocorrência de lesões . Estes fatores de risco, de forma geral, podem ser divididos em intrínsecos (dizem respeito ao atleta) ou extrínsecos (exteriores ao atleta). Em seguida, com apoio do livro RUNNING – muito mais do que correr (JOSÉ SOARES; 2015) vamos enumerar os fatores intrínsecos mais relevantes: Idade: a taxa de lesões em adultos é superior à comparada com crianças e jovens. Esta maior incidência prende-se com alguns factos como o peso corporal e a menor capacidade muscular. Sexo: Não existem, em termos globais, diferenças marcantes na taxa de lesões entre atletas masculinos e femininos. Apenas nas lesões dos joelhos, com especial incidência na rotura do ligamento cruzado anterior (LCA), as mulheres apresentam incidências superiores. Técnica: os mais aptos e tecnicamente mais evoluídos por norma têm menos incidência de lesões . Alterações anatómicas: uma das mais descritas na literatura que está relacionada com a maior ocorrência de lesões é a hiperpronação do pé que obriga a um deslocamento da perna para dentro, com colapso da arcada plantar. Esta alteração está ligada ao aumento do risco de inflamação do pé, acompanhada por dor na parte anterior, periostite, lesão no tendão de Aquiles e Fraturas de Stress. Outra alteração anatómica referenciada são as diferenças de comprimento dos membros inferiores. Agilidade/coordenação: a capacidade de coordenar eficazmente os movimentos é um dos principais fatores na diminuição do risco de lesão. Força Muscular : É uma “crença” que necessita de maior validação cientifica, mas um atleta mais forte do ponto de vista muscular, não só tem maior probabilidade de obter elevadas performances, como está também mais protegido do ponto de vista de lesões. Flexibilidade : Ainda não existe um consenso do ponto de vista cientifico . No entanto, é globalmente aceite que o aumento da flexibilidade da unidade músculo-tendão aumenta a performance e previne as lesões. No que diz respeito aos fatores extrínsecos relevem-se os seguintes: Tensão: O mecanismo fundamental das lesões tem origem na tensão mecânica que excede a capacidade de absorção de energia ou impacto. A resistência de um tecido à tensão pode dar-se de duas formas: em agudo (sobrecarga) ou de forma crónica (sobreuso). Nível de competição ou periodicidade e intensidade da prática. ‘’A dose faz sempre o veneno’’ . Proteção e calçado : como já referido anteriormente, as alterações anatómicas têm grande impacto na ocorrência de lesões . Por isso, mais uma vez, é necessário obter informação credível e especializada para definir o seu tipo de passada, que pode ser pronada, neutra ou supinada. Para os diferentes tipos de passada existem diferentes tipos de proteção e calçado. Existem vários meios de prevenção de lesões, mas as áreas chaves são: treino de força, flexibilidade e a propriocetividade. Um músculo mais flexível é um músculo mais protegido. Devemos trabalhar a flexibilidade ativa, passiva, e a combinação das duas que muitas vezes é treinada com base na técnica Proprioceptive neuromuscular facilitation (PNF). Quanto ao treino da propriocetividade é uma das formas mais habitualmente utilizadas, não só na prevenção, mas também como coadjuvante terapêutico em muitas lesões desportivas. Alguns exemplos de exercícios são: equilíbrio num pé, equilíbrio numa plataforma instável, equilíbrio com saltos ou movimentações de tronco e/ou membros superiores. Todavia, a atenção dada a estas três componentes não deve minimizar a importância dos outros fatores de risco, intrínsecos e extrínsecos (…) . O calçado adequado, o aquecimento, a adaptação das cargas ao nível físico dos praticantes, são também bons exemplos de preocupações diárias num quadro geral de prevenção de lesões no desporto em geral, e na corrida, em particular. (JOSÉ SOARES; RUNNING- muito mais do que correr, 2015.) Se está a pensar começar a correr, sugerimos que procure um profissional da área para que inicie esta nova fase com segurança e com sucesso. Bons treinos e boas corridas! Bibliografia JOSÉ SOARES;RUNNING- muito mais do que correr,2015. PEDRO MEDEIROS; A Bíblia do treinador pessoal, 2015. Direção-Geral da Saúde (https://www.dgs.pt/programa-nacional-para-a-promocao-da-atvidade-fisica/perguntas-e-respostas.aspx) Queres aderir? Nós ligamos-te

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comer legumes nao tem que ser aborrecido

Comer legumes não tem que ser aborrecido

Descubra 5 formas de os consumir! Se tem dificuldade em consumir legumes porque não aprecia os típicos brócolos cozidos, então este artigo é para si! Descubra várias formas diferentes e apetitosas de consumir legumes: Salteados Exemplo: Legumes salteados com amêndoa laminada Método de confeção, que consiste em mexer constantemente os legumes na frigideira, fazendo-os saltar. Utiliza uma pequena quantidade de gordura numa panela/frigideira rasa que está em temperatura alta, e os legumes devem estar cortados finamente. Ingredientes: 300 g de feijão-verde; 200 g de cogumelos frescos; ½ pimento vermelho; 1 colher de sopa de azeite; Orégãos q.b.; 1 dente de alho; Amêndoa laminada q.b. Preparação: Comece por lavar e descascar os legumes, que deve limpar com a ajuda de papel absorvente. Numa frigideira coloque um fio de azeite e deixe aquecer bem. Comece por saltear os cogumelos, até ficarem sem molho. De seguida acrescente o feijão verde e o pimento, e tempere com pouco sal e orégãos. Deixe saltear 3 minutos mexendo sempre. Retire do lume e polvilhe com amêndoa laminada. Daniela Soares Nutricionista Solinca Light (2237N) Queres aderir? Nós ligamos-te

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molhos saudaveis

Molhos: O que evitar e alternativas saudáveis

Os molhos têm uma presença assídua em petiscos e refeições e são habitualmente considerados calóricos e pouco saudáveis. Mas serão todos os molhos escolhas menos saudáveis? Quais os mais calóricos e que devemos evitar no dia-a-dia? As versões light dos molhos são uma opção a considerar? Existe algum molho saudável? No supermercado encontra disponível uma diversidade de molhos preparados, como maionese, molhos de iogurte, molho de alho, molho vinagrete, molho cocktail, mostarda, entre outros. O que têm estes molhos em comum entre si? Verificando a lista de ingredientes, é possível constatar que na maioria se encontram listados ingredientes como óleos vegetais e açúcar, muitas vezes entre os primeiros da lista, o que significa que são dos ingredientes presentes em maior quantidade no produto final. No que diz respeito aos valores nutricionais, estes molhos são no geral opções de elevada densidade calórica, com valores calóricos por 100g entre as 300 e as 700 kcal e valores de gordura entre 15g a 73g por 100g. Habitualmente, o seu conteúdo em sal tende também a ser elevado, com valores até 6g por 100g. E se for light, é uma escolha adequada? Do ponto de vista legal, a menção light significa que houve uma redução de um (ou mais) nutriente em pelo menos 30%, em relação a um produto semelhante. Tendo como exemplo uma maionese light, esta vai apresentar uma redução de gordura de pelo menos 30%, em relação a uma maionese normal. A maionese light continua a ser uma opção a evitar porque, mesmo com esta redução de gordura, pode continuar a ter valores elevados de gordura para além que, pode acontecer haver um aumento em outros nutrientes, nomeadamente açúcar ou sal, para além da adição de mais aditivos, de forma a melhorar características como consistência e sabor dos molhos light. E as natas, é melhor optar por natas ou por “natas” ou cremes culinários de soja? As natas são um produto obtido a partir do leite, com valores de gordura entre 20 a 30g por 100g; por outro lado, os cremes culinários à base de soja são produtos com óleos vegetais, grão de soja (4 a 7%) e alguns com açúcar adicionado. Do ponto de vista calórico, não existe uma grande diferença entre os dois produtos:  enquanto que as natas de culinária têm cerca de 200 kcal, os cremes culinários de soja têm cerca de 185 kcal. Existem igualmente no mercado versões light destes dois produtos alimentares, havendo cremes culinários de soja light que chegam às 60 kcal por 100g e natas light às 130 kcal por 100g. Como alternativa às natas, pode experimentar o iogurte natural ou o queijo quark com 0% gordura: ambos são opções ricas em proteína e com baixo teor em gordura, que funcionam bem em substituição das natas em pratos ou sobremesas. Para além do creme culinário de soja light, existem outros molhos com valores calóricos baixos, como o molho inglês (60 a 80 kcal por 100g), o molho de soja (60 a 80 kcal por 100g), o ketchup (100 a 140 kcal por 100g) e a polpa de tomate (30 a 40 kcal por 100g). Apesar do seu valor calórico ser mais baixo, alguns destes molhos que podem ter adição de açúcar (ex.: molho inglês, ketchup e alguns molhos de soja e polpas de tomate) e um elevado conteúdo em sal (em especial o molho de soja). No caso do molho de tomate poderá ser bos opção a sua versão sem açúcar. De qualquer das formas a melhor opção passa por fazer molhos em casa com ingredientes adequados. Pode utilizar como ingredientes iogurte, queijo quark 0% gordura, ervas aromáticas secas ou frescas (ex.: salsa, coentros, manjericão, tomilho, orégãos, cebolinho), especiarias (ex.: noz-moscada, paprika, cominhos, açafrão, pimentas), legumes (ex.: tomate, pimento, aipo, abóbora, cenoura, alho francês, cebola), vinagre, sumo de citrinos e azeite. De seguida, encontra algumas sugestões de receitas de molhos que pode experimentar em sua casa: 1. Molho de tomate: é uma opção saudável, fácil de preparar e pode ser utilizado em pratos de carne, de peixe ou vegetarianos. Para fazer um molho de tomate, pode colocar num tacho tomate cortado em cubos, com cebola, dentes de alho e legumes a gosto, como cenoura ou aipo. Depois do tomate estar cozinhado, triturar tudo e temperar a gosto com sal, pimenta, orégãos, manjericão, salsa, coentros. 2. Molho de iogurte com pepino ou tzatziki: é um molho originário da Grécia, que pode utilizar nas suas saladas. Para fazer o tzatziki, necessita de: 250g de iogurte grego light ou magro 2 pepinos ralados, sem sementes – necessário remover o excesso de água 1 dente de alho picado 1 colh. sopa de azeite 1 colh. sopa de sumo de limão Hortelã picada e pimenta Sal q.b. Para a preparação, misture o iogurte com o pepino e o alho e tempere com os restantes ingredientes. Molho de queijo quark com ervas: o queijo quark é uma ótima opção para utilizar na preparação de molhos. Opte por um queijo quark com 0% de gordura e misture-o com ervas frescas a gosto (ex.: manjericão, hortelã) e tempere com sumo de limão, pimenta, sal e terá um molho equilibrado e uma excelente opção para a maionese ou molhos de iogurte de compra. Molho de abacate ou guacamole: para o guacamole necessita de abacate maduro (2 unidades), tomate cherry (4 a 5 unidades cortadas em quartos), meia cebola roxa picada, sumo de uma lima, coentros picados, sal, pimenta e malagueta (opcional). A preparação é simples: esmague os abacates com o auxílio de um garfo, misture com o tomate, a cebola, os coentros e a malagueta e tempere com sumo de lima, sal e pimenta. Molho de mostarda: se feito em casa, a partir das sementes de mostarda, é uma opção equilibrada. Requerer, contudo, uma preparação prévia, com a demolha das sementes de mostarda em água e vinagre (100g de sementes para 150ml de vinagre e 100ml de água). Posteriormente, a mistura das sementes amolecidas em água e vinagre deve ser triturada e pode temperar a gosto com sal, pimenta ou outros condimentos e ervas (ex.: tomilho, paprika, alho). Ana Isabel Almeida Nutricionista Solinca Light (0766N) Queres aderir? Nós ligamos-te

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